A escaleta é um esboço do roteiro, ou seja as coisas mais importantes da história é colocada em ordem cronológica para que, a partir dela, surjam novos elementos e também as falas dos personagens.
Abaixo a escaleta do roteiro de animação Carro Caído.
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Carro Caído
Escaleta
Em um final de semana, PEDRO, garoto negro, camisa amarela, calção verde, de tenis, cabelo pixain, leva uma mochila nas costas, visita seu AVÔ, homem negro, camisa de botão, calças de tecido, chinelos, cabelo pixain branco, na cidade de Extremoz.
Pedro está de férias e visita seu avô, para passar alguns dias na cidade.
Os dois se encontram na estação antiga do município e vão para casa do avô.
Pouco depois, Pedro está tomando banho na lagoa de Extremoz, quando seu avô o adverte para não ir muito fundo, mas, devido a recusa do menino, o avô fala do PRETO JOÃO, que pode puxar o menino para dentro da lagoa e ele se afogar, pois o Preto, não pode sair da lagoa, pois foi sugado para a lagoa, junto com o sino da igreja.
O menino volta com medo e pergunta quem é o Preto João e que sino era esse.
O avô pede para o menino sentar e começa a história de Preto João.
Nesse momento, as imagens ficam diferentes, os personagens ficam como feito de barro, as imagens ficam mais simplificadas, como uma cena dos bonecos de argila do Mestre Vitalino.
O avô conta que houve uma festa em São Gonçalo e precisaram levar o sino da igreja de Extremoz para essa cidade.
No dia da volta, pela manhã, o padre, com receio, pede a JOÃO, um homem de cerca 35 anos, negro, camisa branca de botão, mas sem estar abotoada, para levar de volta o sino para a cidade original, Extremoz, onde tinha uma igreja bem maior e bonita. João coloca o sino no seu carro de boi, junto com outras coisas. João estava cansado e queria logo chegar na cidade do sino e poder descansar.
Na mata, já ao meio dia, enquanto o carro de boi ia andando com a carga, João dormiu e os bois, por estarem com sede, sentem cheiro de água e vão em direção a essa água, desviando do caminho que joão os levava.
João acorda espantado com tanto mato ao redor e reclama com os animais, falando palavrões e colocando o carro no seu caminho novamente.
Mais uma vez João dorme e os animais, livres das estribeiras, voltam a ir ao caminho da água. João acorda novamente e chama palavrão, colocando o carro no caminho.
Pela terceira vez, o carro é desviado e João, com ira, chama novamente palavrão com os animais, mas desta vez é repreendido por uma voz que ecoa dentro da mata. Uma voz rouca e forte, que fala que ela fora amaldiçoada por causa do pecado e, naquele carro de boi, ia algo sagrado e um braço ou o rabo de uma grande cobra agarra o carro e puxa em direção a lagoa, afogando os bois e o Preto João, além de um galo raro que ia de presente ao padre de Extremoz.
Voltando para a lagoa e Pedro com seu Avô, o menino fala que a história é até interessante, mas que já não era mais tão criança para acreditar em uma história daquela e vai em direção a lagoa.
O avô fala que já está tarde e seria melhor voltarem para casa.
O menino não dá ouvido ao seu avô e vai em direção a lagoa, mas enquanto ia, um mugido muito algo e o som de badaladas, com um galo cantando fazem o menino disparar para sua casa.
O avô sorri em ver o menino com tanto medo, volta-se para a câmera (espectador) e pergunta se alguém ouviu alguma coisa.
Fim.






